Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Informática de Joinville

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Confederação de TIC prevê receber R$ 1 bilhão do Sistema S

Atualizado em 24/11/2018 15h59

O Ministério do Trabalho concedeu em 27 de outubro o registro sindical para a criação da Confederação Nacional da Tecnologia da Informação e Comunicação (Contic). Ela deve receber cerca de R$ 1 bilhão do Sistema S.

A confederação foi formada a partir da união da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel), da Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo) e da Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra).

Ela reúne mais de 75 mil empresas, que representam 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e empregam mais de 2 milhões de pessoas.

Eduardo Levy, presidente executivo da Febratel, conversou com o inova.jor sobre a Contic.

Por que foi criada a Contic?

Questões digitais de um país incluem a facilidade de administrar dados, a rapidez com que possam ser analisados e a automaticidade com que isso possa ser feito, entre outros fatores.Ela é fundamental para o país. O futuro de qualquer país competitivo, com aumento extraordinário de produtividade, depende do uso de soluções completas de TIC, para passar de uma posição analógica para uma posição digital.

Então, a Contic vem formada por três federações, o que traz até uma coincidência com a reorganização que o governo fez há um ano e pouco, ao juntar o Ministério das Comunicações e o Ministério de Ciência e Tecnologia.

Essa confederação, trazendo recursos do Sistema S num futuro breve, poderá alavancar desenvolvimento, treinamento e indução para que realmente o Brasil se torne um país digital. E não analógico, como é hoje.

O que deve mudar para empresas e trabalhadores do setor?

Tudo o que a TIC faz deve ser acelerado. Há uma mudança das profissões. Precisamos de uma adaptação das pessoas para as necessidades futuras.

A gente não lembra, mas havia muito ascensorista. Eu, pela minha idade, trabalhei numa empresa que tinha mais de mil telefonistas que faziam ligações manuais de um ponto a outro.

Então, o país tem de se preparar para essa mudança de profissões e a Contic traz recursos do Sistema S, induzindo e estimulando esse desenvolvimento.

Quanto devem somar esses recursos?

Estimamos que a confederação deva ter em torno de R$ 1 bilhão por ano de recursos que já existem e são carreados para outras confederações hoje, e que naturalmente devem ser aplicados nesse setor que é o setor do futuro.

É um setor que merece, em qualquer país, atenção maior do governo, das confederações, dos institutos de desenvolvimento e das universidades. Ou seja, de toda a sociedade.

O que precisa ser feito para que os recursos comecem a ser aplicados dessa forma?

Em primeiro lugar, é importante a sociedade se conscientizar dessa importância e, em consequência, acelerar e agilizar a elaboração de uma lei que crie a o Sistic, que é o Sistema S dessa confederação.

A criação do Sistic é uma necessidade e uma condição necessária para que haja esses recursos carreados para o setor.

Sempre houve uma reclamação, até da parte do governo, de que havia muitos interlocutores no setor de TIC. Isso deve mudar?

Pela forma como foi criada a confederação, com três federações ligadas ao setor de interesse econômico, sim.

A confederação tem na sua diretoria dois representantes de cada federação. O titular de cada uma delas compõe efetivamente a presidência com duas vice-presidências, com um rodízio entre eles, e uma presidência executiva para fazer o trabalho do dia a dia.

Com isso a interlocução fica muito mais concentrada nessa pequena administração, de importância fundamental.

 

Fonte: Inova.jor

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